José de Alencar é considerado o ancestral da literatura brasileira. Pintou retratos da cultura brasileira de forma completa e abrangente, criou um novo estilo romântico no Brasil e consolidou o movimento literário intitulado romantismo. Por conta dessa visão ampla da cena brasileira, suas obras iniciaram um período de transição entre o romantismo e o realismo. Seu romance fala sobre o conflito feminino entre mulheres burguesas no século XIX, porque seu romance tem como alvo o público-alvo. Seu trabalho pode ser dividido em 03 (três) categorias:
- Romance urbano;
- Romance regionalista e
- Romance histórico e indianista
Nos romances ambientados no Rio de Janeiro, os romances protagonizados por personagens femininos mostravam o luxo e a grandeza da atividade social burguesa, mas faziam críticas sutis aos hábitos hipócritas da burguesia e suas características capitalistas. Exemplos de romances urbanos de José de Alencar são:
- Senhora
- Critica o casamento por interesse, hipocrisia, ganância e orgulho burguês.
- Lucíola
- Critica o fato de que a burguesia que financia a prostituição à noite odeia durante o dia.
- Diva
- Enfatiza a beleza, habilidades soberbas e pureza da burguesia jovem e rica, por outro lado, criticar o casamento para ganho financeiro
Os seus romances regionalistas são narrativas que são realizadas em lugares que não sejam a capital imperial. Isto é, lugares tipicamente brasileiros que, por sua vez, não sejam tão influenciados pela cultura europeia. As suas histórias acabam sendo superficiais devido ao fato de José de Alencar não viajar para conhecer tais regiões abordadas em suas obras. Com isso, são romances que tendem a ser condizentes tanto com o projeto de brasilidade quanto com o projeto de Brasil independente. Exemplos de romances regionalistas de José de Alencar são:
- O Gaúcho
- O Sertanejo
- O tronco do Ipê
O romance histórico e indianista revela a preocupação de José de Alencar em tratar os índios como heróis nacionais. Escritores românticos da Europa descreveram a nostalgia referindo-se à Idade Média, enquanto no Brasil, Alencar procurou encontrar o passado fiel da história brasileira na cultura indígena brasileira. Seus romances trouxeram uma linguagem mais primitiva com personagens Tupi, retratando os índios como símbolos de bravura, pureza e amor ao meio ambiente. Pode-se dizer que sua narração tende a ser poética, entrelaçando as características básicas da prosa com o lirismo da poesia. Em suma, seu trabalho usa o indianismo como forma de revelar conceitos mais primitivos de brasilidade e criar projetos de língua brasileira. Neste ramo do Romantismo, as obras mais importantes de José de Alencar são:
- O Guarani;
- Ubirajara;
- As minas de prata e
- Iracema
Considerado o mais importante escritor do Romantismo brasileiro, é aquele que busca expressar o retrato perfeito da cultura brasileira, explorar novos aspectos da produção literária e abrir caminho para a criação de uma literatura brasileira original, extensa e de qualidade. Por isso, ele é o escritor mais próximo do objetivo da escola romântica: combina idealização e sonhos com realismo sutil, preza os elementos naturais da cultura brasileira e indígena, e o considera a mãe da cultura primitiva brasileira. Suas obras não apenas estimularam o interesse da burguesia pela leitura nacional, mas também inspiraram diversos autores a trilharem o caminho que ele percorreu, concretizando seu projeto nacionalista de revelar o Brasil inteiro.

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