Aconteceu no período da Regência e da maioria prematura de D. Pedro II. É nesse ambiente caótico e inseguro que surge o romantismo brasileiro, cheio de ódio e fobia, principalmente de nacionalismo. Assim, a primeira geração do romantismo veio à tona, tentando distinguir esse movimento de suas origens europeias e adaptá-lo à natureza exótica e ao passado histórico do Brasil de forma nacionalista. Os românticos originais eram utopias. A fim de estabelecer uma nova identidade nacional, eles buscaram o fundamento do nativismo da literatura pré-literária com base no elogio à terra e aos povos primitivos. Inspirados por Montaigne e Rousseau, idealizaram os índios como selvagens de bom coração, e seus valores heróicos foram tidos por eles como modelo para a formação do povo brasileiro.
Com o crescimento da industrialização e do comércio, principalmente a partir da Revolução Industrial do século XVIII, a burguesia europeia vem ocupando cada vez mais espaço político e ideológico. As ideias liberais emergentes encorajam as pessoas comuns a buscar um senso de realização pessoal. Nas últimas décadas deste século, de acordo com as normas artísticas então vigentes, esse processo levou ao surgimento de escritores na Grã-Bretanha e na Alemanha que caminhavam na direção oposta à racionalidade clássica e aos valores de domínio. . Esses autores tendem a enfatizar o nacionalismo e se identificar com uma sensibilidade universal. Essas idéias são as sementes do chamado romantismo.
Algumas atitudes, e outras delas decorrentes, consolidaram-se e, ao chegarem à França, receberam um forte impulso com a Revolução Francesa de 1789. Afinal, essas tendências literárias individualistas são amplamente reconhecidas pelos princípios revolucionários da França para derrubar o despotismo e o revolucionismo. Por meio de alianças com as massas, a burguesia foi elevada ao poder. Desde então, os ideais do romantismo se espalharam por todo o mundo ocidental, acompanhados pelo incitamento e desobediência aos ideais da Revolução Francesa que amedrontavam os aristocratas europeus. A desilusão desses ideais fará com que muitos românticos caiam em uma posição marginalizada com a própria burguesia. Mesmo assim, devemos vincular a ascensão da burguesia com a ascensão do romantismo na Europa.
Os 03 (três) princípios básicos do estilo romântico: egocentrismo, nacionalismo e liberdade de expressão. O romantismo ainda é chamado de romantismo. É uma turbulência artística, política e filosófica. Surgiu na Europa nas últimas décadas do século XVIII e durou a maior parte do século XIX, tornando-se não propício ao racionalismo e ao esclarecimento da visão de mundo. Uma espécie de nacionalismo que vai concretizar a nacionalização da Europa.
- Egocentrismo: também chamado de subjetivismo e individualismo. Mostra uma tendência de personalidade romântica e desligamento da sociedade. O artista voltou-se para dentro e se colocou no centro do universo poético. A primeira pessoa ("eu") é relevante na poesia.
- Nacionalismo: Correspondente à avaliação das peculiaridades locais. Ao contrário do ambiente ártico baseado na identidade, o pastoralismo está presente em todos os lugares, o romantismo enfatiza a chamada "cor local", ou seja, aspectos específicos de cada região. Esses aspectos envolvem componentes geográficos, históricos e culturais. Portanto, a cultura popular ganhou espaço considerável na discussão dos intelectuais de elite.
- Liberdade de expressão: este é um dos pontos mais importantes dos românticos. "Não há regra nem modelo", disse Victor Hugo, um dos românticos mais famosos da França. Para explorar todos os aspectos do seu "eu", o pintor recusou-se a adaptar a sua expressão emocional a um conjunto de regras pré-estabelecidas. Da mesma forma, rompe com o modelo artístico estabelecido e opta pela busca incessante da originalidade.
Por causa da supremacia do tema na estética romântica, o sentimentalismo tem sido particularmente proeminente. Ao determinar o comportamento de personagens românticos, a emoção transcende a razão. Amor, ódio, amizade, respeito e honra são valores sempre atuais.
Na luta contra a razão, os artistas românticos acalentam qualquer sonho, ou seja, um estado dominado por sonhos, fantasia e imaginação. Esses são os momentos da razão que temporariamente ou em última instância a suspendem, e esses momentos definem os seres humanos apaixonados. Toda loucura é eficaz. Se este mundo não satisfizer o anseio romântico, o artista buscará a idealização e criará um universo primitivo independente e especial. Neste universo, ele espera liberdade e perfeição física. Por exemplo, por sua integridade de caráter e conduta moral impecável, a figura da mulher amada será sempre acompanhada de um exemplo moral, fazendo com que o leitor a siga.
Se, por um lado, sempre temos uma imagem heróica relacionada ao bem, por outro, deve haver quase um vilão que encarna o mal no romance, ou seja, a oposição absoluta entre o bem e o mal. O mal é chamado de maniqueísmo. No romantismo, o maniqueísmo é a espinha dorsal da narrativa.
Normalmente, associamos romantismo a imagens de inocência e lirismo, mas tem um rosto sombrio, triste e trágico. O pessimismo romântico se refere à morte e ao êxtase, às vezes levando a finais malucos ou desagradáveis.
A natureza, tão importante no neoclassicismo, assumirá uma forma especial no romantismo. No primeiro estilo, é sempre o pano de fundo harmonioso da paisagem rural e da paisagem rural. Em segundo lugar, ele segue o humor do poeta ou personagem do romance. Portanto, momentos de tristeza ou decepção corresponderão a um cenário sombrio. E os momentos de alegria estarão sempre associados a imagens brilhantes.
Ao desenvolver um determinado mundo, o romântico pode transformá-lo em seu espaço de fuga: escapar da realidade. Para o artista, a válvula de escape é a referida saída: sonho, morte, natureza exótica. Ainda fugindo da realidade, um espaço especial de fuga se destaca: o passado. Pode aparecer de forma pessoal, relacionada à felicidade inocente da infância, ou de forma mais social em referências frequentes à Idade Média.
Desde o final da Idade Média, a arte voltou-se para a valorização dos padrões do gosto clássico, pelo que as obras gregas e romanas, especialmente as epopeias e as tragédias, são consideradas os padrões das novas obras.Este movimento estético denomina-se classicismo. Após o nascimento do classicismo, outros movimentos surgiram, como o Barroco e o Arcadismo, mas foi somente com o surgimento do Romantismo que grandes avanços foram propostos.
As características do Romantismo são diferentes das do movimento estético da época. Questões como subjetividade, sentimentalismo, liberdade de forma, nacionalismo, etc. são todas propostas do Romantismo, que vão contra os padrões do classicismo ao Arcadismo. Devido ao movimento de ruptura, o Romantismo abriu espaço para a criação de novas estéticas, como realistas, naturalistas e modernistas.
As suas características são:
- Subjetivismo
- a personalidade do autor é destacada. Poesia e prosa romântica apresentam uma visão social, costumes sociais e vida em geral especiais.
- Sentimentalismo
- as emoções do personagem se tornam o foco. O autor começou a usar a literatura como uma forma de explorar emoções sociais comuns, como amor, raiva, paixão, etc. O sentimentalismo geralmente envolve a exploração de temas e dramas de amor.
- Nacionalismo, ufanismo
- é preciso criar uma verdadeira cultura brasileira. Como forma de publicidade no Brasil, os escritores brasileiros buscam expressar um verdadeiro insight, gosto, cultura e um jeito que não tem características europeias.
- Maior liberdade da forma
- as obras literárias são livres para assumir a forma que quiserem, ou seja, a expressão vem às custas da estrutura formal (funcionalização, rima, etc.).
- Vocabulário mais brasileiro
- Como forma de criar uma cultura brasileira primitiva, os artistas usam palavras indígenas e regionalismo brasileiro para buscar inspiração em suas raízes pré-coloniais para criar uma língua com características brasileiras.
- Religiosidade
- não usa apenas a fé católica para expressar humildade e economia, mas também usa a espiritualidade para expressar a existência sagrada no ambiente natural.
- Mal do Século
- Esta geração também é conhecida Ultra-romântica, caracterizada por temas obscuros como quase morte, amor impossível e escuridão, e ganhou o título de Mal do Século.
- Escapismo (ou Ultra-Romântico)
- Artistas românticos vêem o mundo como cruel e muitas vezes procuram escapar de sociedades que não o aceitam.
- Indianismo
- os autores tomaram a imagem dos índios como inspiração para suas obras, encheram a imagem com confiança nos símbolos do patriotismo e da brasilidade e adotaram a imagem dos indígenas como heróis nacionais (bons bárbaros).
- A idealização da realidade
- a análise de fatos, aparências, costumes, etc. é muito superficial e pessoal, por isso é idealizada e imaginada, então sonhos e desejos invadem o mundo real, formando assim uma descrição romântica e oculta dos fatos.
- Fuga da realidade
- os artistas românticos tentam escapar da opressão do capitalismo produzida pela revolução burguesa (revolução industrial). Apesar de criticar a burguesia, os artistas devem ser sutis, porque a burguesia é a patrona de sua literatura e, portanto, tenta escapar da realidade através da idealização.
- Culto à natureza
- Com a busca pela história indígena e pela cultura natural brasileira, culto natural aos índios, também surgiram elementos naturais. As pessoas começaram a observar que o ambiente natural é sagrado e puro.
- A idealização das mulheres (imagens femininas)
- As mulheres são a fonte de toda inspiração. Ele é inabalável, visto como um anjo, e nunca pode desfrutar de suas características puras e angelicais.
A poesia romântica, no Brasil, é marcada primeiro pelo conteúdo do patriotismo, a afirmação da nação, a compreensão do brasileiro ou a expressão de si, ou seja, a expressão das emoções mais íntimas. O desejo da maioria das pessoas é diferente do ideal de imitar a natureza na poesia ártica. O que se seguiu foi uma revolução na linguagem poética, que passou a buscar aproximar o cotidiano das pessoas com a linguagem do cotidiano. Gonçalves de Magalhães disse num poema intitulado "A Oração dos Anjos da Poesia" que abandonaria os costumes tradicionais (cultura grega) e voltaria para as emoções pessoais e patrióticas.
Quanto à forma, a poética romântica abandonou a rigidez clássica de sonetos e canções de natal e explorou formas mais líricas, como baladas e canções. O ritmo está mais relacionado à melodia do que intimamente relacionado ao foco estrito nas métricas. Os poetas românticos costumam recorrer à reencarnação, grande ou pequena, em busca de um ritmo popular.
A poesia romântica surgiu no auge da independência, na primeira metade do século XIX, tendo como ponto de partida a obra "Suspiros Poéticos e Saudades" de Gonçalves de Magalhães. Apesar de ser o ponto de partida do Romantismo brasileiro, a obra "Suspiros Poéticose Saudades" não é notória ou sem importância no universo da arte poética do Romantismo brasileiro e nas demais obras de Gonçalves de Magalhães.
A prosa romântica teve início em 1843, quando Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa publicou o primeiro romance brasileiro "O Filho do Pescador". O primeiro romance brasileiro da série foi "A Moreninha" de Joaquim Manuel de Macedo, publicado em 1844. A característica dos romances brasileiros é a "adaptação" dos romances europeus, mantendo a estrutura dos panfletos europeus, com início, meio e fim dispostos na ordem cronológica dos fatos.
O romance brasileiro pode ser dividido em duas etapas: antes de José de Alencar e pós José de Alencar, porque antes desse importante autor, a narrativa era basicamente urbanizada e ambientada no Rio de Janeiro, e olhava para os hábitos e comportamentos dos brasileiros na superfície. Sociedade burguesa. Com o advento de José de Alencar, novos estilos de prosa romântica surgiram, como os romances regionalistas, históricos e hinduístas, e o romance tornou-se mais crítico e realista. Os romances brasileiros fizeram muito sucesso na época porque combinavam praticidade e diversão: a estrutura típica dos romances europeus, com cenas (cafés, teatros, ruas do Rio de Janeiro e outras cidades) facilmente reconhecíveis pelos leitores brasileiros como pano de fundo.
A razão do sucesso é que o romance foi feito para a burguesia, enfatizando o luxo e a grandeza da vida social burguesa e escondendo a hipocrisia dos costumes burgueses. Portanto, pode-se dizer que os romances brasileiros são geralmente urbanos, superficiais, seriados e burgueses.
Dentre os vários romancistas românticos brasileiros, merecem destaque:
- Joaquim Manuel Macedo;
- José de Alencar;
- Bernardo Guimarães;
- Franklin Távora;
- Visconde de Taunay;
- Manuel Antônio de Almeida e
- Machado de Assis.
- indianismo,
- urbano ou histórico e
- regionalismo.
Nos romances indígenas, os índios são o foco da literatura, porque os índios são considerados a verdadeira expressão da nação e são altamente idealizados. Como símbolo de pureza e inocência, representa uma pessoa que não é influenciada pela sociedade capitalista, ou seja, um não capitalista, exceto por um herói forte e moral semelhante à Idade Média. Com tudo isso, o indianismo expressa os costumes e a linguagem indígenas, e seus retratos tornam certos romances excelentes documentos históricos.
O romance urbano conta a vida na capital e relata as peculiaridades do cotidiano da burguesia, cujos membros se caracterizam por esses personagens. Os romances sempre criticam a sociedade por meio de situações cotidianas, como o casamento por interesse ou o progresso social a todo custo.
Por fim, este romance regionalista propõe a construção de um texto que enfatize as diferenças étnicas, linguísticas, sociais e culturais que separam o povo brasileiro da Europa e o qualificam como uma nação. Os romances regionalistas criaram um amplo panorama do Brasil, representando o estilo de vida e a individualidade de cada região do país. O autor prefere áreas distantes dos centros urbanos, pois essas áreas, além do próprio espaço que afeta suas condições de vida, também muitas vezes entram em contato com a Europa.
A primeira geração (nacionalista e indianista) se concentrou na natureza, um retorno ao passado histórico e ao medievalismo. Ele criou um herói nacional à imagem dos índios, a geração de índios aqui originada. Sensibilidade e religiosidade são outras características. As principais características da primeira geração de românticos no Brasil são: nacionalismo orgulhoso, indianismo, subjetivismo, crenças religiosas, a linguagem, fuga do tempo e do espaço, egocentrismo, individualismo, a dor do amor e nobre liberdade, A expressão de estado mental, emoção e sensibilidade.
A segunda geração também é chamada de Ultrarromantismo, e ganhou a face do mal deste século devido às suas características de temas obscuros como quase morte, amor impossível e escuridão. Por outro lado, as principais características da segunda geração são o subjetivismo profundo, o egocentrismo, o individualismo, a fuga da morte, a nostalgia.
Por fim, a terceira geração, também conhecida como geração Condoreira, é marcada por urubus, geralmente nidificam em lugares altos, e tem uma visão ampla de tudo. Isso remete ao escritor francês Victor Hugo, sobre essa geração. Grande pensador da sua sociedade e influência. As principais características são o sexo, mulher tratada com virtude e maldade, abolicionismo, visão ampla e conhecimento de tudo, realidade social e a negação do amor platônico, que possibilitam que as mulheres sejam tocadas e amadas.
As 03 (três) gerações mencionadas acima valem apenas para a poesia romântica, porque a prosa brasileira não é passada de geração em geração, mas no estilo dos textos indígenas, urbanos ou regionais, e tudo isso acontece ao mesmo tempo.

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