GREGÓRIO DE MATOS

Gregório de Matos Guerra, apelidado de Boca do Inferno ou Boca de Brasa, foi advogado e poeta na colônia brasileira. É considerado um dos maiores poetas barrocos de Portugal e do Brasil, e o mais importante poeta satírico da língua e da literatura portuguesas do período colonial. Gregório de Matos nasceu em uma família abastada, composta por empreiteiros de construção e funcionários administrativos (o pai é português e nasceu em Guimarães). Como todos os brasileiros de sua época, sua nacionalidade é portuguesa, pois o Brasil não se tornou um país independente até o século XIX, e todos os cidadãos nascidos antes da independência eram portugueses brasileiros.

Em Portugal, ganhou fama de poeta satírico e improvisador. Em seguida, passou a satirizar os costumes de todas as classes sociais ou nobres baianos. Embora ele também tenha tomado um caminho mais lírico e até sagrado, ele desenvolveu uma poesia corrosiva e erótica.

Em 1685, o promotor da igreja no estado da Bahia declarou seus costumes livres ao tribunal religioso. Ele, por exemplo, foi acusado de caluniar Jesus Cristo e tirar o chapéu em uma procissão para mostrar respeito. A acusação não foi seguida. No entanto, o ódio está diretamente relacionado à sua poesia. Em 1694, foi acusado por muitas partes e corria o risco de ser assassinado, sendo deportado para Angola.

No entanto, o ódio está diretamente relacionado à sua poesia. Em 1694, foi acusado por muitas partes e corria o risco de ser assassinado, sendo deportado para Angola. A sentença considerada mais leve foi atribuída a D. João de Lencastre, amigo e protetor do então governador da Bahia. Diziam que o Lencastre mantinha um livro público que copiava os poemas do Gregório. Para ajudar o governo local a combater a conspiração militar, ele foi autorizado a retornar ao Brasil, apesar de ter retornado à Bahia sem permissão. Morreu em Recife, vítima de febre que adquiriu em Angola.

Gregório foi ousado o suficiente para criticar a Igreja Católica e frequentemente atacava padres e freiras, por isso recebeu o apelido de inferno. Ele também criticou a "cidade da Bahia" (Salvador). Portanto, em outras obras citadas em sua biografia, como em seus poemas pornográficos, isso faz de Gregório um poeta considerado "rebelde", embora seja um escritor clássico, muitas pessoas hoje. Ainda se considerando um poeta maldito, tornou-se o primeiro poeta do Brasil.

Seu trabalho era muito irônico e moderno na época, exceto pelo conteúdo pornográfico de alguns de seus versos que o chocou. Em seus grandes poemas, há "Há um grande conselheiro em cada esquina", em que critica o governante da "cidade baiana" da época. No entanto, esta crítica é perpétua e comum - "grandes consultores" nada mais são do que "pessoas que querem que (venham) a gerir a cabana e a vinha (política ou não), não sabem gerir a cozinha", podem Governe o mundo inteiro. A imagem do "grande conselheiro" é a de um hipócrita. Ele aponta os pecados dos outros, mas não olha para os seus. Em suma, é um homem que aconselha mas não obedece aos mandamentos.

Gregório de Matos está prestes a terminar, sente-se interiorizado e arrependido da sua relação com o catolicismo. Por meio de suas obras “Buscai a Cristo” e “Cristo Crucificado”, ele tentou provar “a insignificância do homem diante de Deus”, e em sua opinião, estava claramente ciente da consciência pecadora e buscando o perdão. Nestes lamentáveis ​​momentos de arrependimento, Gregório explicou seu conhecimento religioso em contraste com o pensamento de oposição e complementaridade entre Deus e o pecado: Embora Deus tenha o poder de condenar as almas, Deus claramente permite que as pessoas tenham essa esperança por meio de seu perdão  com misericórdia ilimitada e gentileza.

Segundo Valentin, alguns poemas satíricos de Gregório de Matos, sao conhecidos por serem os primeiros poemas com representações de homossexualidade na literatura brasileira.


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