BASÍLIO DA GAMA

José Basílio da Gama foi um poeta luso-brasileiro que escreveu sob o pseudônimo de Termindo Sipílio. Nasceu no acampamento São José do Rio das Mortes. É conhecido por seu épico O Uruguai, de 1769.

Em 1757, depois que seu pai ficou órfão, ele começou a frequentar o Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1759, Gómez Freire de Andrade, o primeiro conde de Bobadella, ordenou o encerramento desta escola no âmbito da campanha de perseguição levada a cabo pela família real portuguesa contra a Companhia de Jesus. O jovem Basílio ainda foi fielmente a Roma para sua carreira, buscando o apoio da Igreja Católica para sua fé.

Entre 1760 e 1766 foi internado com o pseudónimo de Termendo Sipilho. O fato de o poeta do Brasil Colônia ter sido aceito como uma associação tão importante quanto a Arcádia Romana, indica que é quase certo que o clero jesuíta português o recomendou.

Em 1768, ele voltou para o Rio de Janeiro, Brasil, mas voltou para a Europa e foi para Coimbra. Desta vez, ele foi preso em Lisboa por simpatizar com os jesuítas. Em troca da liberdade, prometeu viver em Angola. Pouco depois, para evitar o exílio, sucumbiu ao poder exercido pelo Sebastião José de Carvalho e Mello, futuro Marquês de Pombal, sendo o responsável direto pela perseguição dos Jesuítas.

Posteriormente, Basílio escreveu um elogio à filha do Marquês, elogiando-o, e caiu com sua graça em 1769. No mesmo ano foi publicado o épico O Uruguai, dedicado ao irmão de Pombal, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, durante o qual as pessoas queriam agradar aos fortes em Portugal. Além dos guerreiros portugueses, o autor também tratou positivamente os guaranis, deixando apenas o papel de vilões para os jesuítas, porque se opunham à política pombalina e eram retratados como um interesse em enganar os indígenas.

Durante este período, o seu contato com Pombal diminuiu, passando a ser oficial administrativo e secretário de Pombal. Com a queda política do protetor, Basílio passou a sofrer perseguições políticas e foi forçado a emigrar da corte para a colônia brasileira, e vice-versa, para se livrar das arbitrariedades que lhe eram impostas.

Suas obras:

  • Epitalâmio às núpcias da Sra. D. Maria Amália, de 1770.
  • O Uruguai, de 1769.
  • A declamação trágica, de 1772.
    • Poema dedicado às belas artes
  • Os Campos Elíseos, de 1776.
  • Relação abreviada da República e Lenitivo da saudade, de 1788.
  • Quitúbia, de 1791.

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