PARNASIANISMO BRASILEIRO


No Brasil, o parnasianismo dominou a poesia até a chegada do modernismo brasileiro. A importância desse movimento literário no país reside não apenas no número de poetas, mas também na extensão de sua influência, pois seus princípios estéticos dominaram a vida literária do país por muito tempo até o surgimento do modernismo, em 1922.

A escola do famoso poeta Olavo Bilac é muito dedicada ao manejo das referências greco-romanas, cujo nome Parnassus originou-se do monte Parnassus, paisagem grega mítica e lírica guardada pela fonte de Castalla, fonte de água que inspirou o poeta. Porém, para o povo paranaense, a inspiração está longe de ser suficiente: a palavra deve ser tão bela quanto a obra de um ourives. Obsessão pela forma, ritmo perfeito, indicadores fixos, medo de explosões emocionais e versos livres em períodos românticos são as marcas desse movimento estético.

Se estabeleceu no Brasil e, ao mesmo tempo, as tendências estéticas do realismo e do naturalismo também se espalharam pelo Brasil. De um modo geral, a tendência artística do romantismo foi amplamente erodida, o romantismo que ocupou posição dominante na primeira metade do século XIX e foi modelo na Europa e no Brasil. Após 03 (três) gerações de poetas românticos, o movimento literário romântico chegou ao fim.

No Brasil, o seu início foi a publicação Fanfarras criada em 1882 pelo poeta Teófilo Dias. Mas a popularidade do parnasianismo se deve principalmente ao cronista, professor e crítico literário Artur de Oliveira que divulgou os preceitos parnasianistas no Brasil.

Quando chegamos aos trópicos, a desumanização do parnasianismo europeu perde alguma rigidez e ganha tons menos gelados. No entanto, a adoração da forma e a busca pelo vocabulário perfeito ainda existem, seguidas pela nobreza da linguagem e pela aristocracia da poesia.

O Parnasianismo soube se tornar um clássico em solo brasileiro e já existe há muito tempo no Brasil. Foi a principal tendência estética de meados dos anos 1880 até meados dos anos 1920. Com o advento do modernismo brasileiro, o Parnass foi fortemente rejeitado. Doutrina poética, essa escola de arte foi sendo abandonada aos poucos.

Dessa forma, a porta foi aberta para a ciência, o socialismo e a poesia realista na década de 1880, e as manifestações iniciais da reforma foram finalmente transmitidas ao parnasianismo. A influência inicial foi a chegada de Gonçalves Crespo e Artur de Oliveira durante a sua estadia em Paris. Alberto de Oliveira publicou "Canções Românticas" em 1878 e Teófilo Dias publicou "Cantos Tropicais", que foram os dois primeiros marcos da nova escola.

Embora o parnasianismo brasileiro seja muito influenciado pelo parnasianismo francês, não é uma cópia exata porque não segue as preocupações de objetividade, cientificismo e realismo. Livrar-se da sensibilidade romântica, mas não exclui o subjetivismo. Sua principal preferência são os versos alexandrinos ao estilo francês, rico em ritmo e forma fixa, especialmente sonetos. Quanto ao tema, suas características são objetividade, universalidade e esteticismo. Este último requer uma forma perfeita (formalismo) em termos de estrutura e gramática. Os poetas paranaenses percebem que as pessoas estão presas à matéria e não podem escapar da certeza e, então, tendem a ser pessimistas ou sensuais.

A partir de 1890, o Simbolismo (que veremos na próxima semana) começou a superar o Parnasianismo. O realismo clássico do parnasianismo é amplamente aceito no Brasil, evidentemente pela facilidade da poética, que é mais sobre tecnologia e forma do que inspiração e essência. Portanto, vai muito além dos limites da ordem cronológica e é paralelo ao simbolismo e até ao modernismo no primeiro estágio.

No final do século XIX, a popularidade dos poetas parnasianistas fez com que seu movimento se tornasse o gênero literário oficial do país. Os próprios poetas simbolistas foram excluídos da Academia Brasileira de Artes quando foi fundado em 1896. Na interação com o simbolismo, o parnasianismo começou a fazer a transição para a fusão e a poesia de transição nas primeiras 02 (duas) décadas do século XX.

Seus principais autores são:

  1. Olavo Bilac;
  2. Alberto de Oliveira;
  3. Raimundo Correia;
  4. Francisca Júlia da Silva;
  5. Vicente de Carvalho;
  6. Luís Delfino e
  7. Mário de Lima.

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