No Brasil, influenciados pela leitura de Émile Zola, o movimento literário do Naturalismo se iniciou no fim do século XIX com o 1º (primeiro) romance naturalista foi O Mulato, escrito por Aluísio Azevedo do Maranhão em 1881, e ele melhor representou a tendência literária dos naturalistas brasileiros. Além desse trabalho, também foi responsável pela criação de um dos maiores marcos da literatura brasileira: O Cortiço.
Pela 1ª (primeira) vez, a literatura distinguiu pobres, homossexuais, negros e mulatos discriminados.
Naquela época, o país passava por grandes mudanças. O Rio de Janeiro ainda é considerada a capital do Brasil. A 2ª (segunda) revolução industrial está realmente acontecendo, ou seja, há cada vez mais capitalismo e cada vez mais problemas financeiros. Devido a esses fatos, a força de trabalho aumentou: isso significa mais máquinas e mais trabalhadores no trabalho. No final do império, D. Pedro II estava no seu segundo reinado. Além disso, em 1888, a princesa Isabel assinou a "Lei Áurea", que previa a liberdade dos escravos. A abolição da escravatura foi um evento muito importante neste período
A partir desses fatos, percebemos que uma sociedade está dando mostras de liberdade, na qual as pessoas agora têm voz e podem se conscientizar. Este é considerado um momento novo e as pessoas estão tentando fugir do passado.
Os naturalistas afetados por todos esses eventos tentam usar uma realidade maior para descrever o que está acontecendo na sociedade. Como a sociedade está em ascensão, eles têm uma perspectiva materialista. Eles também têm um ponto de vista objetivo e podem lidar diretamente com esses tópicos. Além disso, eles acreditam que a ciência é a maneira de resolver os problemas humanos. Além disso, tais naturalistas são considerados anti-românticos e sua compreensão do assunto está de acordo com a realidade. A ideia deles é derrubar a retórica romântica, lidar com os fatos de maneira real, falar sobre os erros e falar sobre o tratamento injusto que as pessoas sofreram.
Em suas obras, os autores naturalistas retratam os problemas da realidade social, política e econômica. Também é comum que eles resolvam problemas relacionados à abolição da escravidão.
Alguns representantes do Naturalismo no Brasil incluem:
- Aluísio Azevedo;
- Horácio de Carvalho;
- Herculano Marcos Inglês de Sousa;
- Giulio Ribeiro;
- Emília Bandeira de Mello;
- Adolfo Ferreira Caminha;
- Papi Junior;
- Rodolfo Teófilo;
- Carneiro Vilela;
- Faria Neves Sobrinho e
- Manoel Arão.

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