REALISMO BRASILEIRO

No Brasil, das décadas de 1870 a 1880, as formas românticas se tornaram corriqueiras. A adoração da natureza, o pessimismo e o sentimentalismo da pátria mãe, a divisão entre o êxtase triste e a modéstia terrível, têm causado o tédio de alguns jovens poetas. Além disso, os hábitos estéticos do Romantismo estão intimamente relacionados ao modus operandi do Segundo Império. Portanto, seus elementos estéticos nascerão no abraço de uma geração, que é o apologista da República e o abolicionista da escravidão. Antes mesmo do sucesso do parnasianismo no Brasil, uma tendência chamada "realismo" apareceu na poesia nacional. Naquela época, os "realistas" eram antes de tudo anti-românticos, e o modelo adotado por esses poetas foi Baudelaire, o que levou os poetas brasileiros a emprestar de "As Flores do Mal" alguns arquivos. Portanto, em 1881, a literatura brasileira atingiu um marco quando Aluísio Azevedo publicou "O Mulato" (primeiro romance naturalista do Brasil), Macha Machado de Assis publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas (primeiro romance realista do Brasil).

Machado de Assis é um grande crítico e escritor do realismo e do romantismo brasileiro, cujas principais obras são: as memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borbas e Dom Casmurro. Em seu artigo de 1899 "Instinto da Nacionalidade", Machado criticou o principal ponto de honra do romantismo brasileiro: o tema do nacionalismo. Em suma, ele diria que para ser brasileiro não é preciso falar sempre de imagens ou símbolos nacionalistas - como a exuberância do Brasil ou mesmo a imagem dos índios como marca nacional. Em relação ao realismo, Machado sempre desconsiderou os preceitos claros da escola.

Desde o seu início, o realismo brasileiro está basicamente urbanizado, e na maioria das vezes vem retratando a vida do Rio de Janeiro, pois foi repleto de romantismo e é o pioneiro do realismo, Manuel Antônio de Almeida. Os romances de Manuel Antonio de Almeida têm um lugar especial no mundo do romance romântico brasileiro, graças à sua originalidade. Seu único romance "Memórias do Minuteman" foi publicado em uma série em 1852-53, que é diferente dos romances comuns em muitos aspectos. O livro foi publicado em uma série de livros no século 19, explicando a popularidade franca da época e a ampla aceitação das gerações futuras. Sua narração ganhou um papel cômico e ao mesmo tempo tornou-se um observador, o que o deixou muito próximo do realismo, mas com características antigas. Por estes motivos, Manuel Antônio de Almeida é considerado um escritor que fez a transição do romantismo ao realismo. Embora ainda pertença à era do Romantismo e não possa ser considerada como realidade na forma escrita, de acordo com Alfredo Bosi, é "observar francamente a realidade ordinária" e, portanto, "livre de qualquer idealização" As características de "e recorrer ao método "objetivo" de composição ".

Nas últimas décadas do século XIX, observou-se que os escritores começaram a se preocupar com os costumes orientais, que se manifestavam na forma de expressões humanas, como gestos, fala e atitudes, e também procuravam mostrar animais e árvores. Numa paisagem típica. Com o declínio da poesia romântica e a influência do realismo, surgiu o movimento panasista, rejeitando a auto expressão, rica em estilo e ritmo. 

Leconte de Lisle é uma das figuras mais influentes desse movimento brasileiro, pois mostra fotos de alta precisão, observações diretas e obtidas da arqueologia ou da história natural. Sob sua influência, Olavo Bilac, sob a influência de Gustave Flaubert, escreveu um soneto, contando as crenças religiosas e costumes das civilizações antigas. Bilac descreveu países estrangeiros e suas religiões na Missão Purna.

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