GARCIA RESENDE

Filho de Francisco de Resende de Fidalgo da Corte de D. Afonso V de Portugal, "fundada" pelo bispo de Évora D. Garcia de Meneses, e doada ao espólio por D. João II de Portugal em junho de 1484 como Évora.

Viveu em Évora com o nome de Beatriz Boto com a esposa. Como todos sabemos, foi jovem na casa de D. João II em 1490. No ano seguinte, como seu escritor ou secretário pessoal, exerceu ainda um cargo em Alvor onde faleceu o monarca. Cabe a ele o secretário e tesoureiro da luxuosa embaixada chefiada por Tristão da Cunha, enviado por D. Manuel I ao Papa Leão X. Passou os últimos anos da sua vida em Évora, onde foi proprietário.

Como muitos renascentistas, Garcia de Resende tem muitos aspectos. Alguns historiadores acreditam que ele é o iniciador do ciclo dos Castros porque mencionou que a malandragem de Inês de Castro é o mais antigo documento poético sobre o assunto. Escreveu Miscelânea em redondilhas e curioso por personagens e acontecimentos nacionais e europeus. Nesta obra, Gil Vicente atribuiu à inovação da comédia do género aduaneiro português, quando o teatro se limitava a um misto de Teatro da Capela e Teatro Pastoral.

Mas o que tornou Resende famoso foi o Cancioneiro Geral, publicado em 1516, que reuniu D. Afonso V, D. A corte imperial de D. João II e D. Manuel I escreveu um poema e um prefácio dedicado ao Príncipe D. João compôs 48 faixas, e o trabalho termina com essas faixas.

Foi sepultado numa capela erguida nas paredes do Mosteiro de Espineiro, em Évora, em 1520. O túmulo foi preenchido com o escudo e tom de Resende.

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